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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Os benefícios do Sling ~ por Nitiananda Fuganti

Fonte da imagem

"Você conhece os benefícios do sling?

Para o bebê:
* Alívio das tensões pela proximidade e movimento, o que faz o bebê relaxar e chorar menos;
* Organização do ciclo do sono pelo ritmo, ajudando o bebê a dormir melhor;
* Maior segurança e confiança e desenvolvimento da autonomia através do contato contínuo;
* Diminuição das cólicas e refluxos e melhor digestão pela massagem e calor contínuos;
* Desenvolvimento do equilíbrio e motricidade pela verticalização, o que favorece o sistema vestibular (conjunto de órgãos do ouvido interno responsáveis pela manutenção do equilíbrio);
* Prevenção contra deformações no crânio e displasia do quadril;
* Regulação térmica pelo contato;
* Desenvolvimento da percepção;
* Iniciação à rotina familiar.
Para a mãe:
* Liberdade de movimentos sem perder a proximidade com o bebê;
* Estimulação contínua para produção de hormônios como a ocitocina¹ e a prolactina¹ pelo contato direto com o bebê.
¹ determinantes para o desenvolvimento do vínculo e para a amamentação
Segundo o pesquisador norte americano James W. Prescott “…A prática da puericultura mais importante a ser adotada para o desenvolvimento de crianças emocional e socialmente sadias seria a de carregar o bebê sobre o corpo de sua mãe ou de um substituto maternal durante todo o dia….Eis aí a melhor “vacina comportamental” contra a depressão, a alienação social, a violência, o abuso de álcool ou de drogas mais tarde na vida. ( The origins of human love and violence, Pré and perinatal psicology journal, vol. 10, nr.3, Printemps 1996, p. 143-188)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Porque é que os bebés africanos não choram?



 "Eu nasci e cresci no Quênia e na Cote d'Ivoire. A partir dos quinze anos fui viver no Reino Unido. No entanto, eu sempre soube que eu queria criar os meus filhos (quando os tivesse) em casa, no Quênia. E sim, eu achava que iria tê-los. Eu sou uma mulher moderna Africana, com dois graus universitários, e uma mulher de quarta geração de trabalho, mas quando se trata de crianças, sou tipicamente Africana. A ideia é que não estamos completas sem elas, as crianças são uma bênção que seria uma loucura evitá-las. Na verdade é que esta questão nem sequer surgiu.

Eu comecei a minha gravidez no Reino Unido. O desejo de regressar a casa era tão forte que eu vendi a minha prática, abri um novo negócio e mudei de casa e de país nos primeiros cinco meses após descobrir que estava grávida. Eu fiz o que muitas mães grávidas no Reino Unido fazem, ler vorazmente:Our Babies, Ourselves, Unconditional Parenting
, tudo da Sears, a lista continua. (Minha avó comentou mais tarde que os bebés não lêem livros e realmente tudo que eu precisava fazer era "ler" o meu bebé). Tudo o que li, disse que os bebés africanos choram menos do que os bebés europeus. Fiquei intrigada com isso.
Quando cheguei em casa pude observar. Olhei para mães e bebés e eles estavam por toda parte, embora muito jovens os africanos, com menos de seis semanas, estavam em casa. A primeira coisa que notei é que apesar de sua omnipresença, é realmente muito difícil "ver" um bebé queniano. Normalmente são incrivelmente bem embrulhados, antes de serem transportados, ou amarrados pela sua mãe (às vezes pelo pai). Mesmo os bebés mais velhos são amarrados a toda a volta e são protegidos do meio ambiente por um grande cobertor. Seria a sorte alguém conseguir ver algo, fosse um olho ou o nariz.O embrulho é uma réplica semelhante ao útero. Os bebés ficam literalmente num casulo face às tensões do mundo exterior em que eles estão a entrar.
A minha segunda observação foi uma questão cultural. No Reino Unido, entende-se que os bebés choram. No Quénia, era completamente o oposto. O entendimento é que os bebés não choram. Se o fizerem, algo está terrivelmente errado e deve ser feito para corrigi-lo imediatamente. A minha cunhada inglesa resumiu bem. "As pessoas aqui", disse ela, "realmente não gostam que os bebés chorem, não é?"
Tudo fazia muito mais sentido quando eu finalmente cheguei e a minha avó veio da aldeia para me visitar.Quando isso aconteceu, minha filha teve um grande bocado a chorar. Desesperada e cansada, eu esqueci-me de tudo que eu já tinha lido e, por momentos, juntei-me ao choro. No entanto, para minha avó era simples, "Nyonyo (amamenta a tua filha)!" Foi a sua resposta.



Houve momentos em que era uma fralda molhada, ou porque eu a tinha colocado para baixo, ou porque ela precisava de arrotar, mas, principalmente, ela só queria estar no peito, não importa se estava a ser alimentada ou apenas a ser um conforto do momento. Eu usufruía mais da sua companhia e praticava co-sleeping (partilha de cama) com ela, eu estava a fazer uma extensão natural para o que era correto.De repente eu aprendi o segredo, não tão difícil, do silêncio alegre de bebés africanos. Foi uma simbiose simples, vi que exigia uma mudança total de ideias sobre o que deveria acontecer e um abraçar do que realmente estava acontecer naquele momento. O resultado foi que o meu bebé começou a ser alimentado muito muito mais do que eu já tinha lido, pelo menos  mais cinco vezes do que alguns dos horários mais rigorosos de alimentação que eu tinha visto.À cerca de quatro meses, quando algumas mães da zona urbana começar a introduzir sólidos, segundo diretrizes que lhes haviam recomendado, a minha filha voltou ao estilo de amamentação de um recém-nascido, ou seja de hora a hora e foi um choque total.Lentamente, nos últimos quatro meses, o tempo entre as mamadas começou a aumentar. (...)
A maioria das mães do grupo da minha mãe e do meu bebé tinham começado a introduzir o arroz ao bebé (para esticar os alimentos) e todos os profissionais envolvidos na vida das nossas crianças, pediatras, mesmo doulas, disseram que esta atitude foi correta. As mães também precisavam de descanso e que tínhamos feito algo surpreendente ao chegarmos aos quatro meses de amamentação em exclusivo, e eles garantiram-nos que para os nossos bebés seria ótimo. Houve uma coisa que não me pareceu muito verdadeira, quando eu tentei, sem grande entusiasmo, misturar um pouco de mamão (o alimento tradicional para o desmame no Quénia) com leite materno que retirei e ofereci-o à minha filha, ela rejeitou-o.
Então eu liguei para minha avó. Ela riu-se e perguntou se eu andava novamente a ler os livros. Ela explicou-me cuidadosamente que na amamentação nada é linear. "Ela vai dizer-te quando estará pronta para o alimento - e seu corpo também."
"O que vou fazer até lá?" Eu estava ansiosa para saber.



"Tu fazes o que fizeste antes, amamentas regularmente." Então, a minha vida abrandou para o que parecia ser um impasse novamente. Enquanto muitos de meus contemporâneos, maravilhados com a forma como seus filhos começaram a dormir mais, depois de terem introduzido o arroz e mesmo de se aventurarem em outros alimentos, eu estava a acordar de hora em hora ou a cada duas horas com minha filha e digo aos meus pacientes que o retorno ao trabalho não fora bem como eu havia planeado.
Logo descobri que, sem querer, eu estava a transformar-me num serviço de apoio informal para outras mães da zona urbana. O meu número de telefone estava a faz as rondas e muitas vezes enquanto eu alimentava a minha bebé eu começava a ouvir-me a pronunciar as palavras: "Sim, basta manter a alimentação dele/dela. Sim, mesmo que você tenha acabado de os alimentar. Sim, você pode até não conseguir tirar o seu pijama hoje. Sim, você ainda precisa de comer e beber como um cavalo. Não, agora não pode ser a hora de considerar o retorno ao trabalho, você não se pode dar a esse luxo." E, finalmente, eu assegurei mães, "Vai ficar mais fácil." Eu tive que confiar apenas neste último conselho, pois não estava a ser mais fácil para mim.
Uma semana antes da minha filha fazer cinco meses, viajei ao Reino Unido para um casamento e para ela conhecer a família e amigos. Como eu tinha poucos compromissos, facilmente mantive a rotina da sua amamentação. Apesar dos olhares desconcertados de muitos estranho em vários locais públicos (a maioria das salas de amamentação foram designadas em casas de banho que eu simplesmente não conseguia usar) por eu amamentar a minha filha, nós continuamos.
Num casamento, as pessoas que estavam na mesma mesa que nós, comentaram: "É um bebé muito fácil embora não se alimente muito bem", uma outra senhora respondeu: "Embora eu tenha lido em algum lugar que os bebés africanos não choram muito." Eu não pude deixar de rir.
 Sabedoria suave da minha avó:

1. Ofereça o peito a cada momento que a sua bebé estiver chateada - mesmo que tenha acabado de lhe dar mama.
 
2. Co-sleeping. Muitas vezes podes amamentar o teu bebé antes de estar completamente acordada, o que lhes permitirá voltar a dormir mais facilmente e descansar mais.
3. Leva sempre uma garrafa de água quente para a cama contigo à noite para mantê-lo hidratado e o leite fluir.
4. Amamenta a pedido do bebé (especialmente durante os picos de crescimento) e tenta obter o máximo de ajuda de quem estiver perto de ti. Poucas são as coisas que não podem esperar.
Lê o teu bebé e não os livros. A amamentação não é linear, ele vai para cima e para baixo e também em círculos. Tu és o especialista das necessidades do teu bebé.»
Tradução não confirmada


sábado, 4 de janeiro de 2014

A ciência por trás do chilique ~ por Isabel Meireles


A cena parece ter saído de um filme de terror: por alguma razão inexplicável ou banal, seu filho de dois anos que há 5 minutos era a criança mais fofa do mundo, se transforma numa pessoinha raivosa e inconsolável. Ele se atira no chão e atira coisas em você. Ele chora compulsivamente, como se estivesse diante de uma tragédia enorme.  Como se o mundo fosse acabar. Como se ele fosse acabar. 
A última vez que minha filha sofreu a metamorfose "de fofa para louca" foi agora há pouco. O que desencadeou o ataque histérico foi simplesmente eu ter negado o segundo saquinho de balas que ela ganhou numa festa. Quando ela percebeu que a ingestão compulsiva de balas lhe estava sendo negada, ela se jogou no chão e começou a se estapear -  ?! Pausa aqui para minha absoluta cara de perplexidade. 
Crianças entre 1,5 e 3 anos de idade têm rompantes de raiva e frustração profunda com freqüência.  A boa notícia é que eles não fazem isso porque são mal educados ou porque tem uma falha na personalidade. Os chiliques são normais e existem explicações científicas para eles.
A revista Slate entrevistou 5 especialistas em psicologia infantil para buscar explicações para os famosos chiliques.  Depois de ler o que eles disseram você começará a achar o comportamento da sua ferinha absolutamente razoável. 
Confira:
  • Crianças com entre 1 e 3 anos de idade acabaram de aprender a andar e desenvolvem a cada dia novas habilidades psíquicas e motoras. Eles estão loucos para explorar o mundo fazendo uso do know-how recém adquirido. Ao mesmo tempo, os pequenos exploradores estão morrendo de medo do que podem encontrar por aí e estão sempre apavorados com a possibilidade de que seus pais os deixem sozinhos nesta aventura. E são justamente essas pessoas tão amadas, que deveriam lhes ajudar, que estão o tempo todo lhes negando o prazer da descoberta. Não entre aqui. Não mexa aqui. Não toque na faca.  Não enfie a mão dentro da privada. Não despeje o saleiro no tapete. "Eles não entendem suas razões. Eles só sabem que alguma coisa com a qual eles estavam se divertindo muito lhes foi repentinamente tomada, pelas pessoas que eles mais amam" explica Alice Lieberman, autora do livro "The Emotional Life of the Toddler". As crianças se sentem traídas. A dor delas é comparável ao que nós sentiríamos se fossemos traídos por nossos maridos ou esposas.
  • A incapacidade de se expressar perfeitamente também motiva os ataques de raiva. Enquanto nós adultos conseguimos indentificar e categorizar nossas emoções devido a nossa capacidade de se comunicar perfeitamente, crianças entre 1,5 e 3 anos ainda estão desenvolvendo a fala. Pesquisas científicas argumentam que a comunicação oral influencia muito a capacidade do ser humano de processar emoções negativas. Além disso, nós somos capazes de eventualmente negociar com pessoas que estejam agindo contra nossa vontade, enquanto crianças que não se comunicam perfeitamente não possuem esta alternativa. Sob esse ponto de vista pode parecer comprensível, que ao ser interrompido bruscamente de algo que lhe estava proporcionando prazer, a criança que não tem ainda a capacidade de argumentar à seu favor tenha um ataque de raiva e tente se defender com violência. Quem aqui ainda não foi alvo de algum objeto voador? 
  • Outro fato científico sobre crianças nesta idade: o lobo frontal ainda não está totalmente desenvolvido. Dessa forma, funções atribuídas a esta parte do cérebro como planejamento, raciocínio lógico, memória operacional e auto-controle, ainda não estão totalmente operantes no seu monstrinho. Com o lobo frontal funcionando parcialmente, crianças desta idade vivem absolutamente no aqui e agora. Não existe uma vozinha na cabeça deles dizendo "humm.. talvez seja melhor eu não jogar meu ursinho favorito na privada já que na semana passada ele ficou todo molhado". Alice Lieberman explica que é também por essa razão que as crianças têm dificuldade em ser pacientes e confundem querer com precisar. 
  • A psicologa Claire Koop, co-autora do livro Socioemotional Development in the Toddler Years, aponta a importância das experiências acumuladas durante a vida na hora em que temos que enfrentar desafios: "Crianças tão novinhas simplesmente não possuem uma bagagem vasta de experiências para empregar nos momentos de dificuldade."
  • Harvey Karp, pediatra e autor dos livros The Happiest Baby on the Block e The Happiest Toddler on the Block compara crianças entre 1,5 e 3 anos à pequenos homens da caverna. Sem nenhuma intenção de ofender nossos filhos, ele acredita que a comparação ajuda os pais a entenderem os filhos. "São necessários anos para socializar crianças. Os pais devem dar uma colher de chá para os filhos". Karp usa a analogia do homem das cavernas para apontar outro problema envolvendo os pequenos: eles são muito pouco estimulados. "Imagina como viviam os verdadeiros pequenos homens da caverna no passado? Um ambiente cheio de sensações: cheiros, ar puro, sombras, pássaros, grama sob os pés... Nós deixamos nossos filhos a maior parte do tempo entre 4 paredes e acreditamos que isso é normal." E completa:  "É difícil passar um dia inteiro com uma criança de dois anos, mas eles também não querem passar o dia inteiro com você."
E agora que está tudo explicado,  a pergunta de um milhão de dólares: o que fazer na hora dos ataques? Bom, isso é assunto para outra coluna, mas posso dividir aqui rapidamente a orientação que recebi do meu pediatra, e que vem funcionando. Conforme os especialistas acima explicaram, quando seu filho está tendo um ataque daqueles, ele está passando por um turbilhão de emoções com as quais ele não sabe lidar. Não se afaste dele. Ofereça conforto na medida do possível. Mas não ceda às suas vontades só porque ele esta chorando. Do contrário, ele vai aprender que pode conseguir muita coisa chorando e esperneando. E aí a coisa fica mesmo preta.

Fonte: Tudo Sobre Minha Mãe ~ por Isabel Meireles

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Sobre Manha de bebês



No colo

Bom dia pessoal! Estava eu de madrugada sem dormir pensando em "manha" de bebês. Já que tenho o meu pequeno baby, estava a analisar o caso, rs.

Nós geramos esses pequenos seres dentro de nós, eles estão lá dentro da nossa barriga, bem encolhidinhos, no quentinho, ouvindo nosso coração bater, ouvindo nossa voz bem pertinho, deve se sentir a pessoinha mais protegida do mundo! *_*

Daí NASCE! É tudo muito diferente do que ele estava vivendo.

-Tudo mudou, não está mais apertadinho e quentinho, cadê o coraçãozinho da mamãe?

Ai, ai viu! Daí tem mãe que quando coloca o bebê no berço, depois de amamentar e trocar a fralda, e o bebê chora fala que é MANHA! Manha???? O bebê está sentindo falta do calorzinho humano, ele quer estar quentinho no colinho da mamãe sim!! Até eu gosto de um colinho, imagina um ser tão indefeso como um bebê! Eu fico com o meu Ravi no colo tanto quanto posso, quero, necessito e aguento! rs

Qual o problema? As pessoas falam: " Seu filho esta com manha!!" Queria eu poder falar para muitas dessas pessoinhas: "Nossa, seu filho é mal educado", ninguém sai dizendo por aí, o quanto tem crianças mal educadas, respondonas, mexilhonas nas coisas dos outros!! Por que as pessoas têm que achar que estou fazendo mal para meu filho só por ficar o máximo de tempo com ele grudadinho?

Na Bíblia diz que o amor das pessoas esfriará; é concordo, deixar um bebê no berço esgoelando só para não ter "manha", não acostumar no colo, com certeza é ter um amor frio!


Fiquemos SIM com os nossos lindinhos juntinhos de nós, quanto quando eles e nós necessitarmos!!!!

Nádia Dorneles
Doula 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Mais um texto incrível sobre as famosas "manhas" de bebês ~ por Dr. Carlos Gonzáles


"A nossa sociedade custa muito a reconhecer que os bebês precisam de colo, contato, afeto; que precisam da mãe. É preferível qualquer outra explicação: a imaturidade do intestino, o sistema nervoso... Prefere-se pensar que o bebê está doente, que precisa de remédios. Há algumas décadas, as farmácias espanholas vendiam medicamentos para cólicas que continham barbitúricos (se fazia efeito, claro, o bebê caía duro). Outros preferem as ervas e chás, os remédios homeopáticos, as massagens. Todos os tratamentos de que tenho notícia têm algo em comum: tem de tocar no bebê para dá-lo. O bebê está no berço chorando; a mãe o pega no colo, dá camomila e o bebê se cala. Teria se acalmado mesmo sem camomila, com o peito ou somente com o colo. Se, ao contrário, inventassem um aparelho eletrônico para administrar camomila, aticado pelo som do choro do bebê, uma microcâmera que filmasse o berço, um administrador que identificasse a boca aberta e controlasse uma seringa que lançasse um jato de camomila direto na boca... Acredita que o bebê se acalmaria nesse modo? Não é a camomila, não é o remédio honeopático! É o colo da mãe que cura a cólica.”

Não existe nenhuma doença mental causada por excesso de colo, de carinho, de afagos... Não há ninguém na prisão, ou no hospício , porque recebeu colo demais, ou porque cantaram canções de ninar demais para eles. Por outro lado, há sim, pessoas na prisão ou no hosício porque não tiveram pais,  ou porque foram maltratados ou desprezados pelos pais. E, contudo, a prevenção dessa doença mental imaginária, o estrago infantil crônico, parece ser a maior preocupação de nossa sociedade.  E se não, amiga leitora,  relembre e compare: quantas pessoas, desde qeu você ficou grávida, avidaram da importância de colocar protetores de tomada, em guardar em lugares seguros produtos tóxicos, de usar uma cadeirinha de segurança no carro ou de vacinar seu filho contra tétano Quantas pessoas por outro lado  avisaram para você não dar muito colo, não colocar pra durmir na sua cama, não acostumar mal o bebê.”

Bebê de 8 meses recusando o peito


Esse texto é da Sandra encontrei em uma fan page Maternelle ABC e achei muito útil!

"Esta é uma queixa comum no dia-a-dia dos pediatras. Mas por que um bebê recusaria o peito? Está querendo desmamar??? É reversível?
Enfim, é muito comum isto acontecer. As causas mais comuns são: - uso de mamadeira (principalmente na presença da mãe);
- erupção dos primeiros dentinhos;
- obstrução nasal por resfriado ou alergia;
- uso de chupeta;
- ausência da mãe por longos períodos;
- ingesta excessiva de sucos, chás; 
- uso de medicações que interferem na produção de leite;
- doença materna;
- gravidez, etc.
O desmame na verdade só acontece se a mãe também quiser. Os bebês naturalmente "adoram" o peito da mãe. Inclusive, alguns autores dizem que os bebês, até 8 a 9 meses de idade, acham que o peito faz parte deles e não de outra pessoa... se o bebê está mostrando desinteresse pelas mamadas precisa ser ajudado para reverter a situação. Afinal com 8 meses eles ainda precisam e se beneficiam demais com o maravilhoso leite materno.
Então, se isto estiver acontecendo com seu bebê, eu sugiro:
- Muito colo, muita proximidade com o peito, contato pele a pele;
- Suspender chupeta e mamadeiras com urgência. Se não for possível totalmente (como no caso dos bebês que ficam em creches), ao menos na presença da mãe;
- Procurar se alimentar bem, tomar bastante líquido;
- Se possível, dormir com o bebê e deixa-lo mamar mais vezes;
- Diminuir a oferta de sucos quando a mãe estiver perto;
- Cuidar das narinas do bebê para não ficarem obstruídas e assim atrapalhar as mamadas;
- Procurar privacidade durante as mamadas, pois televisão, bagunça, barulho, etc facilmente distraem os bebês já mais espertos e curiosos. 
- Não desistam, na grande maioria das vezes eles voltam a mamar por muitos meses ainda."



Eu passei por isso e achei que meu bebê fosse parar de mamar :( Mas fiz exatamente o que diz no texto e deu certo! Diminui outras bebidas e oferecia o peito. Agora ele mama muito de novo rs. 
A OMS (Organização Mundial da Saúde) diz que um bebê deve ser amamentado até nomínimo 2 anos de idade! Não desistam da amamentação. É um direito do seu filho! 
Deixe seu cansaço e sua falta de disposição de lado e AMAMENTE!!
Você se beneficia com isso e seu filho também!
Nádia

Manha de bebês ~ por Raquel de Andrade


Peguei esse texto do blog da Doula Nutri ~ AnaLu

"Sinceramente, "manha" não existe. Pelo menos durante os 2 primeiros anos de vida. Pelo menos não essa "manha" que as pessoas usam como álibi para se isentar de acudir o bebê que permanece chorando, pau da vida. Me desculpe se, porventura, minha opinião difere da sua, mas, por amor, vamos pensar juntas...
Convenhamos, um bebê de meses não tem capacidade de fazer essa tal "manha"! Se ele chora é porque algo vai mal, e o choro é a única forma de comunicação que ele tem.
Imagine-se num país estranho, cujo idioma você não fala uma palavra. Aí você tenta se comunicar usando um pouco de mímica ou outro artifício qualquer e... ninguém faz a menor força para tentar entendê-la. Puxa, isso é indignante! É o maior egoísmo e falta de solidariedade.
O bebê não sabe falar. O choro é a única linguagem que ele conhece. Ele só pode apelar para ela. Cabe aos adultos tentar entender o que se passa e acudir o pequeno.
Bom, se o neném está chorando, você faz o "check-list" dos possíveis motivos:
está com fome? Não, mamou há pouco; está com a fralda molhada ou suja? Não, já troquei; está com frio ou calor? Não; a roupa está incomodando? Não, está uma beleza de confortável; está com cólica? Não, não é choro de cólica; está com alguma dor? Não aparentemente;
Aí vem alguém e diz:
Áh, então é "manha"... deixa chorar pra aprender...
Bom, aí o neném põe a boca no mundo, berra à beça, se esvai em lágrimas, e ninguém faz nada... Todos se isentam, pois já verificaram as razões materiais para o choro e se certificaram que nada está errado (não está com fome, não está molhado, não é cólica...).
Nada errado para eles, pois se o bebê está chorando é porque tem algo errado com certeza - mesmo que seja meramente um desconforto passageiro.
Gente, sabe-se lá o que um bebê traz em sua mente como sensações e sentimentos? Sabe-se lá que memória ele tem? Você nunca sentiu medo por estar sozinha? Mesmo um medinho passageiro, que você resolveu em segundos através de sua capacidade de raciocínio?
Pois é! Vai ver o bebê está sentindo um medo parecido. Acontece que um jovem bebê não tem a menor capacidade de raciocínio, ele é emoção pura, em estado bruto! Não se pode exigir de um bebê que ele use sua razão - isso é uma coisa que vai acontecer aos poucos, através de muito aprendizado e de muito estímulo.
Esse bebê que está "fazendo manha" pode estar se sentindo inseguro. Pode estar com medo. Pode estar tendo uma sensação ruim, de vazio. Pode estar carente de contato físico - de colo - por alguns momentos. Sei lá... pode estar tendo um monte de sensações que não conseguimos imaginar, e precisa de amparo, de atenção, de segurança, de colo.
É um absurdo essas pessoas que esgotam as explicações materiais e concluem, com a maior cara de pau: "é manha, deixa chorar pra aprender". Gente, isso é a maior desumanidade! É cruel. O bebê fica aterrorizado, indignado, frustrado. Ele vai acabar por se calar sim. Vai cansar e vai calar. Mas até lá, minha amiga, esse bebê vai ter passado maus momentos!
Vai ter tido uma péssima experiência de desamparo e rejeição ("que mundo horrível, ninguém me quer"). Vai ter experimentado uma frustração grande ("sou incapaz, não consigo o que quero"). Vai ter acumulado, em todo o seu corpinho, as tensões deste mau momento (músculos retesados). Vai ter armazenado em seu cérebrozinho - tão puro e sem maldade - um stress totalmente desnecessário. Ele vai guardar esta experiência, pode crer.
Você quer isso pro seu filho? Papai, você quer isso? Coloque-se no lugar do pequeno? Você gostaria de passar por isso?
Agora me diga: o que ele aprendeu de bom com isso? Nada! Ele não precisa aprender as regras da vida desta maneira, pela via da dor. Ele pode aprender pela via do entendimento. Talvez dê mais trabalho, mas é muito melhor para todos.
Se o bebê está fazendo a tal "manha", ampare-o. Dê colo a ele. Ofereça o seio mesmo que ele não esteja com fome. Cante baixinho. Faça carinho. Converse com ele com a voz serena e firme, transmitindo confiança e amor. Não pense que ele não entende. Ele entende sim!! Com certeza! Pode não entender o sentido das palavras, mas seu cérebro percebe as vibrações de sua voz, e é assim que a comunicação se dá.
Boto a minha mão no fogo se esse bebê não se acalmar - mesmo que demore - e não crescer mais confiante e seguro. Uma criança tratada com humanidade vai ser muito mais amiga, obediente... vai ser uma criança mais fácil. Aquela tratada com egoísmo poderá se revoltar, ou então poderá ser uma "santa" mas escondendo que neuroses e que infelicidade em sua alma!
Quando o bebê cresce um pouco e já tem uma certa capacidade de raciocínio, mesmo assim ele não deve ser "abandonado" aos prantos. Nessa hora, ele deve ser reconfortado e devem lhe explicar que não precisa chorar, que está tudo bem, que mamãe e papais voltam, etc. Pode ser que ele continue chorando um pouco, mas ele vai se acalmar rápido - ele vai ter elementos para lidar com a situação, sua mente terá recursos para se tranqüilizar e ter confiança.
As pessoas podem apresentar inúmero argumentos. O mais compreensível é o da mãe cansada, exausta, que não tem apoio do marido e da família para lidar com o bebê. Mas mesmo assim eu finco pé... não se pode recusar atendimento a um bebê assim. Um bebê é responsabilidade de todos - não só da mãe!
Em resposta final a todos os argumentos que possam surgir, eu prefiro seguir a orientação de Jesus Cristo. Ele disse: "confortai os que choram". Então, pelo sim pelo não, "manha" ou não "manha", eu fico com Jesus: acudo a criança. Depois a gente vê como é que fica.
Uma última palavra às mães zelosas e amorosas, e aos pais e avós idem: também não vá se culpar se o neném tiver chorado um pouco, se você estiver meio sem paciência, cansada, etc. Isso acontece. Se você, em geral, não nega atenção ao pequeno, tudo bem. Essa reflexão toda é mais para aquelas pessoas que ainda não formaram sua opinião, e para aquelas que acreditam na tal "manha"..."

Sling ~ saiba mais!

O que é um sling? É uma faixa de tecido, ajustada ao corpo da mãe, forma uma espécie de rede para carregar bebê e crianças. 

Fonte: Veja.abril

Existe várias carregadores de tecido ergonômicos para o bebê, super confortáveis e lindos <3

Sling de argola
Kepina
Wrap Sling
Fast Wrap
Pouch sling
e outros...

Bora assistir uns vídeos e entender mais?

 Fast Wrap:

Mei Tai:




Sling no programa "Mais Você" :





Wrap sling:


Passo a passo Wrap sling

Sling de argola


Olhem a Kepina, que prático:


E aí gostaram? Eu amo usar sling! O meu é de argola e hoje meu filho tem 1a9m e 10 quilos!
Conheço muitas mulheres que amam andar assim, grudadinhos com seus babys, vem fazer parte das slingueiras ehehhehe

Nádia Dorneles




"Criação com Apego" Salvando uma vida ~ por Elaine Patrícia

Essa foi a manhã seguinte, com meu filho vivo
"Pensei muito em como introduzir o tema Criação com Apego no blog, a responsabilidade me parece (e é) muito grande. Fiz pelo menos três textos e nenhum me pareceu o ideal, apenas este:

Deixarei de lado no momento a definição do nome para falar do momento que, naturalmente, descobri a criação com apego sem ao menos saber de sua existência. Ser mãe sempre foi meu sonho, e eu o realizei antes do que previa, fui mãe aos 21 anos. Lia horrores sobre parto, porque de alguma forma entendia que ser mãe era algo que se aprendia dia-a-dia, isso claro, entre o estágio e a faculdade. Decidi e fui muito apoiada pelo meu até então namorado (o maridão), seria parto normal, por "N" vantagens que já devem ter lido em outras postagens aqui mesmo, mas não de minha autoria. Mas voltando... com 42 semanas o dia chegou, a bolsa estourou. Vivaaa! Sentia um medo e alegria gigantescos. Corremos ao hospital, público, sabia que lá as possibilidades de uma cesária seria quase nula, pelo menos foi o que disseram no curso desse mesmo hospital. Eu tive uma cesária, prometo que contarei como em outra oportunidade. Como devem saber fiquei absurdamente drogada, no meu caso ainda mais do que imaginam, do pescoço pra baixo não sentia nada. Eis que após horas me levam ao quarto e me trazem meu príncipe, o bebê mais lindo que vi no mundo, o meu! Ao meu lado havia um bercinho, me foi recomendado que o bebê após as mamadas e arrotas devia ir para o berço. Como assim? Demorei longos 42 semanas para tê-lo em meus braços e ter que deixar ele ali? E se acontecesse algo? Engoli seco e concordei com a enfermeira, pelo menos foi o que ela pensou. Amamentei na maca, o fiz arrotar e ele dormiu, consequentemente eu também adormeci, com ele em meus braços, ali do meu lado. Lembro de não sei quanto tempo depois acordei sentindo a enfermeira querendo tirá-lo de meus braços, acordei como se jamais tivesse pego no sono a vida inteira. Falei que estava acordada, e ela insistia que como eu estava dopada devido a cesária poderia dormir, derrubar meu filho da maca, virar e matar o pequeno, e outras barbaridades que jamais se deve dizer a uma mãe, ainda mais nessas condições. Todas as palavras dela me revoltaram de tal forma que resolvi bater o pé, meu filho dormirá comigo na maca, tive ainda que me responsabilizar caso algo acontecesse a ele, e o fiz. Na noite desse mesmo dia aconteceu algo, que até hoje choro de lembrar, meu bebê mamou, arrotou e dormimos juntos. Não me lembro a que horas da madrugada acordo sentindo um levíssimo movimento nos meu braços, meu filho estava engasgado, não tossia, não emitia som algum, estava ficando roxinho, se quer daria tempo de gritar por socorro. Eu mesma o virei bati de leve, com a mão em concha de baixo ´para cima nas costa do meu filho, morrendo de dor pelos pontos, fraca devido a cesária. Ele golfou, e foi voltando a cor normal. Chorrei, chorrei como criança sabendo que se ele não estivesse na minha maca, ao meu lado, em meus braços eu jamais o sentiria se mexer sem ar e poderia perder o meu bem mais precioso. Quando conheci a criação com apego já praticava a cama compartilhada, o interessante é que a maioria dos pais se identifica com ela, na maioria das vezes exatamente por causa da cama compartilhada, e assim foi comigo. Espero poder contribuir com os princípios e benefícios desse modo natural de criar, porque apegar-se faz bem."

Elaine Patrícia